segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Terno de Reis de Maquiné - parte II


"Como é que a gente faz pra chegar na Solidão?"


Sábado dia 05 de janeiro estivemos em Maquiné, localidade de Linha Solidão, conversando com Mestre Renato Alves, figura marcante por sua prosa amena e sua hospitalidade contagiante. Passamos a tarde em sua casa, vimos como ele constrói rabecas e violas de 10 cordas, tomamos café com pão feito em casa e ouvimos suas histórias maravilhosas sobre o Terno de Reis de Maquiné. A equipe Zoom RS esteve conosco (Pedro e Carlos Hahn) mais Marcelo da Redenção e Ana Luíza Leite, captando, registrando, ouvindo e sobretudo aprendendo com a sabedoria popular. À noite na Farmacinha, junto às ações do Movimento das Mulheres Camponesas, encontramos amigos: Marcelo Delacroix e Camilo de Lélis, Gabriela da UFRGS, Alana Rase, Hagi, Dona Maria, etc. Assistimos o Terno de Reis com Mestre Renato Alves coordenando a cantoria das toadas, enquanto a chuva não parava entre os morros da Serra do Mar. Jantamos a comida crioula especialmente preparada para receber os convidados. Breve estaremos disponibilizando relatos mais detalhados dessa experiência mágica em Maquiné, a saber em tupi guarani, "Força das Águas" que efetivamente conhecemos no sábado quando ao tentarmos retornar à Porto Alegre quase não conseguimos sair de lá, ilhados por um mundaréu de água e mata nativa que nos abraçava por todos os lados. O ano é de Iansã também e pode-se dizer, sem dúvida, que nós a encontramos ao longo do dia e também a essa hora já no dia do meu aniversário, 06 de janeiro, Dia de Reis Magos. Salve Senhora das Nuvens de Chumbo! Ah, pra chegar na Solidão o senhor pega aquela estrada de chão batido, dobra à direita e vai até o fim do mundo...

Um comentário:

Bodi disse...

...quem perdeu fui eu, que não fui...